PROJETO SELECIONADO PELO EDITAL DE AUDIOVISUAL – LEI ALDIR BLANC PARÁ 2020

O PROJETO

O projeto Cinema no Marajó é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa em Antropologia Visual VISAGEM, sob coordenação de Denise Cardoso, que vai levar o audiovisual para duas cidades do arquipélago do Marajó/PA: Melgaço e Breves.
O Objetivo do Projeto é aproximar a população ribeirinha destas duas cidades, e redondezas, do Cinema e da Fotografia através de uma Mostra de Documentários e das oficinas de fotografia e introdução ao audiovisual, fomentando esta produção principalmente entre os jovens, de modo que possam descobrir novas oportunidades e entender outros contextos da realidade que o circunda através do audiovisual.
Desta forma, desejamos incentivar produções audiovisuais na região, contribuindo para a criação de uma tradição de exibição, produção e interesse pelo tema, também mantendo contato permanente com estas comunidades através das redes sociais, criando um repositório, o site oficial do projeto, com as produções audiovisuais da região.

Como acontecerá?

Nosso desejo mais profundo é encontrar as pessoas, exibir os filmes da Mostra em praça pública e realizar as oficinas presencialmente, mas o contexto atual da pandemia ainda assusta muito e precisamos ter toda cautela e responsabilidade. Por isso as oficinas serão realizadas de
modo virtual, utilizando as plataformas já conhecidas e a Mostra de Cinema Documentário será online.

Mostra de Cinema Documentário

As produções (curtas, médias e longas-metragens) estão sendo selecionadas e logo estarão disponíveis na plataforma digital onde todos poderão acessar e assistir em uma programação super especial, aguardem!

As Oficinas

  • Fotografia Mobile (utilização do celular) de modo online com Denise Cardoso, Felipe Bandeira Netto e convidados super especiais que culminará com exposições fotográficas dos ensaios produzidos pelos alunos no site oficial do projeto, em uma Galeria Virtual.

     

    Datas:
    Município de BREVES: de 14, 15 e 16/05/2021 (inscrições encerradas)

    Município de MELGAÇO: de 21, 22 e 23/05/2021 (inscrições de 05/05 a 15/05) 

 

 

  • Introdução ao Audiovisual (utilização do celular) de modo online com Marcio Crux, Alessandro Campos, Rafael Sales, Zienhe Castro e Alexandre Nogueira onde, no final da oficina, os dois curtas-metragens produzidos durante cada oficina serão exibidos na Mostra de Cinema Documentário.

     

    Datas:
    Município de BREVES: de 11 a 15/05/2021 (inscrições de 28/04 a 06/05)

    Município de MELGAÇO: 26 a 30/05/2021 (inscrições de 12/05 a 20/05)

Equipe

Denise Machado Cardoso

Coordenação

Antropóloga, atua na Assessoria da Diversidade e Inclusão Social da UFPA, participa do Grupo de Estudos sobre Mulher e Relações de Género Eneida de Moraes (GEPEM). Participou como conselheira ad hoc da Secretaria Especial da Presidência da República para Mulheres (SPM) e do Comitê de Ética em Pesquisa da UFPA. Atualmente, coordena o Comitê de Antropologia Visual da Associação Brasileira de Antropologia (CAV/ABA), coordena o Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF) da UFPA, coordena o Grupo de Estudos sobre Antropologia Visual e da Imagem (VISAGEM) e Grupo de Estudos sobre Populações Indígenas (GEPI).

Alessandro Ricardo Campos

Produção Executiva

Sociólogo e Antropólogo, doutorando pelo Programa Pós-graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Pará. Coordenador adjunto do Grupo de Pesquisa em Antropologia Visual e da Imagem VISAGEM, coordena o Festival do Filme Etnográfico do Pará, Colóquio de Cinema e Antropologia da Amazônia e Encontro de Antropologia Visual da América Amazônica; orientador do Curso de Verão em 2018/2019 do MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço, membro da Associação Brasileira de Antropologia, vencedor do Prêmio Arte e Cultura PROEX/2018.

Mariana Pamplona Ximenes Ponte

Assessoria

Antropóloga, Graduação e Mestrado em Ciências Sociais com ênfase em Antropologia, Doutora em Sociologia e Antropologia pela UFPA. Experiência de pesquisa em Antropologia Visual e da Imagem, Antropologia Urbana e Antropologia da Religião; integra o grupo de pesquisa em Antropologia Visual – Visagem/UFPA e Grupo de Pesquisa Arte, Religião e Memória – ARTEMI/UEPA. Membro do comitê de organização do Festival do Filme Etnográfico do Pará, Colóquio de Cinema e Antropologia e Encontro de Antropologia Visual da América Amazônica. Experiência como técnica em Gestão do Meio Ambiente Semas-PA, e atuante da educação popular como docente do movimento social Emancipa.

Felipe Bandeira Netto

Fotografia

Fotogafo, quilombola, professor e antropólogo. Cientista Social graduado em Ciências Sociais Licenciatura. Professor pesquisador. Mestrando em Ensino de Ciências. Pesquisador de narrativa, memória, fotografia, experiência e formação de professores na Universidade Federal do Pará. Desenvolve pesquisas na antropologia visual, onde tem interesse de pesquisa a linha de gênero, sexualidades e masculinidades, raça e gênero, quilombos e etnologia. Membro do Grupo de Estudos sobre Antropologia Visual e da Imagem – VISAGEM. Membro do grupo de estudos Cultura e Subjetividade e do Grupo de Pesquisa Trans-Formar coordenado pela professora Terezinha Valim Oliver Gonçalves.

 

Marcia Cristina Lima

Comunicação

Jornalista, formada pela Universidade Federal do Pará, com experiência em assessoria de imprensa para projetos como Cine Periferia e Oficinas de Capacitação em Linguagem Jornalística e Rádio, além de atuação em redações de Rádio como Cultura e Liberal.

Márcio Cruz

Videomaker

Graduado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Pará. Co-idealizador do coletivo de audiovisual Equipe Reduzida em 2015, membro do Visagem – Grupo de Pesquisa em Antropologia Visual e da Imagem (2018), tem experiência na área audiovisual em Edição e Fotografia com trabalhos em videoclipes, documentários e institucionais e na área cultural em produção de eventos.

Rafael Café

Som

Produtor cultural e profissional do audiovisual; pesquisador de paisagens sonoras urbanas de Belém no campo das artes e antropologia que englobam discussões sobre memória; patrimônio imaterial e identidade cultural. Possui formação de Bacharel e licenciatura em ciências sociais com ênfase em antropologia pela Universidade Federal do Pará e formação técnica em Design pelo Instituto Federal do Pará. Agrega experiências em produções audiovisuais na cidade de Belém (filme, série, clipe) voltadas para a promoção da cultura local e do uso de ferramentas artísticas como meio de transformação social.

Heitor Hatherly

Web Designer

Designer Gráfico e Web. Graduando em Produção Multimídia – UFPA. Estagiou no Setor de Comunicação Social do Museu Paraense Emílio Goeldi. Responsável pelos sites do Grupo Visagem, Festival do Filme Etnográfico do Pará e EAVAAM.

 

convidados especiais

Maria Alice Carvalho Rocha

É professora da Universidade Federal de Goiás, vinculada ao Programa de Mestrado Profissional em Educação Básica, realizado pelo Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação. Seus estudos e produtos artísticos estão centrados na temática da infância no cinema e em produções audiovisuais. É doutora em Educação pela Universidade Federal de Goiás. Atualmente trabalha na finalização de documentários e animações realizados pelo Grupo de Pesquisas Imagéticas dos Programas de Pós-Graduação de Arte, Cultura Visual e Antropologia Visual da Universidade Federal de Goiás e pelo Grupo de Estudos e Pesquisa: Educação, Infância, Arte e Psicanálise.

Raquel Pacheco

Pesquisadora de pós-doutorado pelo CIAC – Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve e pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Lisboa, Portugal). Mestre e Doutora em Ciências da Comunicação pela FCSH – Universidade Nova de Lisboa com pesquisas na área do cinema e educação, literacia fílmica e audiovisual e estudo dos media, é coordenadora do projeto e da plataforma de cinema e educação Primeiro Plano – o espectador em construção primeiroplano.ciac.pt

José da Silva Ribeiro

Graduado em Cine Vídeo pela Escola Superior Artística do Porto, mestre em Comunicação Educacional Multimedia pela Universidade Aberta de Portugal e doutorado em Ciências Sociais – Antropologia pela Universidade Aberta de Portugal. Foi professor da Universidade Aberta de Portugal. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia Visual. Tem realizado trabalho de campo em Portugal, Cabo Verde, Brasil, Argentina e Cuba. Coordena a Rede Internacional de Cooperação Científica Imagens da Cultura / Cultura das Imagens.
Professor visitante da Universidade Mackenzie (Educação, Arte e História da Cultura), da UECE, da UCDJB, da Universidade de Múrcia – Espanha (ERASMUS) e da Universidade de Savoie – França, Universidade de S. Paulo. Coordena o Grupo de Investigação antropologia visual /media e mediações culturais – CEMRI: Universidade Aberta.

Alexandre Nogueira

Nascido em Belém do Pará em 1981, formou-se em Psicologia pela Universidade Federal do Pará e após isso ingressou na carreira do audiovisual, aliando seu conhecimento de fotografia com vídeo. Após algum tempo sendo filmmaker de eventos, passou a assumir a direção e edição de VTs publicitários e foi duas vezes ganhador do prêmio RBA de Publicidade.
Participou como fotógrafo e editou a série Diz Aí Amazônida, do Canal Futura, indicada Melhor Série de Relevância Social TAL (Televisión América Latina) Award 2016 ). Teve sua estreia como diretor de documentários com o curta O Caminho das Pedras, premiado no I Festival de Cinema Étnico do Pará. Após isso, dirigiu o curta de ficção Canção do Amor Perfeito, selecionado para a mostra SESC/PA. Dirigiu e editou videoclipes, incluindo da banda paraense Baixo Calão em participação com o paulista João Gordo, vocalista da lendária banda Ratos de Porão. Em 2020 participou da equipe, como segunda unidade de câmera e fotógrafo still, do longa O Reflexo do Lago, selecionado para o Festival de Cinema de Berlim e outros ao redor do mundo. Bem como, editou em 2020 o programa Sabores da Floresta, sobre gastronomia da Amazônia, para o Canal Futura e disponível no GLOBOSAT PLAY.

Francisco Weyl

Autodenominado Carpinteiro de Poesia – poeta, realizador, cineclubista, jornalista, radialista, professor, ensaísta, artivista digital. Doutorando em Artes Plásticas, e pesquisador do Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade, da Faculdade de Belas Artes (Universidade do Porto); Mestre em Artes e Pós-graduado em Semiótica (Universidade Federal do Pará, Brasil); Bacharel em Cinema (Escola Superior Artística do Porto); ministrou aulas de Comunicação, Cinema, Antropologia, Filosofia, Arte, e Metodologia, em Portugal (Instituto Politécnico de Bragança); Cabo Verde (Universidade Jean Piaget); e Brasil (Universidade Federal do Pará). Desenvolve projetos com jovens em situações de vulnerabilidade, em comunidades periféricas e quilombolas. Foi Bolsista da CAPES, e colaborou com o UNICEF. Edita o Blog Carpinteiro de Poesia; coordena o FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté. É “Marujeiro”, associado à Irmandade de São Benedito; e Doutor Honoris Causa (Academia de Letras do Brasil – ALB), em Bragança do Pará.

Joyce Cursino

Graduada em Comunicação Social – Jornalismo e Técnica em Rádio/Tv. Produtora e roteirista em produções audiovisuais como: Série “Diz aí Juventude Negra e Indígena” e do curta-documentário “Açaí, mais que um fruto”, ambos para exibição no Canal Futura, documentário “A Alma do Cinema não tem cor” , curta “Que história você quer contar?” e web série “Pretas”, que também conta com prêmio internacional de “Melhor Série de Diversidade” pelo Rio Web Fast. Além disso, idealizou e produz o Telas em Movimento – Festival de Cinema das Periferias da Amazônia. Diretora dos curtas documentários É Coisa de Preta, #EleNao: Mulheres Paraenses contra o Fascismo e das Web séries Pretas na Pandemia e Resiliência, obras em fase de produção.

Delen de Castro

Estudante de Licenciatura em Artes Visuais pela UFPA. É bolsista no Programa Conexões de Saberes: Diálogo com as Comunidades Populares, como mediador de leitura. E atua como arte educador e produtor cultural em projetos que visam dialogar com as periferias de Belém e regiões metropolitanas. Tais como o Cria Preta do Guamá: produção cultural e educação preta para a comunidade do bairro do Guamá. O Parque Cine Quebrada. Que leva cinema e atividades culturais paras as crianças do Parque Ane, em Ananindeua. E é um dos colaboradores e produtores culturais do II Festival de Cinema Negro Zélia Amador de Deus.

Gilberto Mendonça

Sociólogo formado pela Universidade Federal do Pará. Desenvolve trabalhos de pesquisa audiovisual e etnográfica relacionados à memória e narrativas orais na Amazônia junto das Comunidades Tradicionais. Ministra oficinas relacionados a produção audiovisual em novos suportes tecnológicos e sua estética no Cinema Digital. Ministrou Oficinas de Mídias Sociais para Professores da rede Estadual de Ensino pelo projeto Pró-Paz Educação 2013. Colabora com o Projeto de Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do Pará (UFPa): “Encantados: A Mitopoética Amazônica e o Imaginário Infantil”, desenvolvido no município de Colares (PA); Ministrou oficinas de Dispositivos Móveis durante Festival Pan-Amazônico de Cinema (AMAZÔNIADOC) 2011. Mediou projeto Inventar com a Diferença, Projeto Nós, Povos Quilombolas no Amapá: pela efetivação de direitos étnico-territoriais pela Fundação Palmares (2015); Fez parte do Projeto e Programa de Extensão Línguas em Narrativas: território, práticas culturais e a cosmologia Akrãtikatêjê e Projeto de pesquisa e extensão A valorização da língua dos Akrãtikatêjê: um enfoque na relação cantos e práticas rituais, Prêmio PROEX de Arte e Cultura 2016, UNIFESSPA; Projeto Integrado de Pesquisa e Extensão Identidade, mobilização política e práticas socioculturais: pesquisa, diálogos e experiência intercultural, e em andamento. Como documentarista e arte educador desempenha atividades de formação em produção audiovisual bem como oficinas de capacitação em mídias digitais e educomunicação, Linguagem audiovisual em mídias móveis.

Zienhe Castro

Paraense, cineasta, produtora e roteirista na produtora ZFilmes. Atua como produtora cultural há 30 anos. Cursou Roteiro e direção para documentários na Escuela de Cine e Tv de San Antonio de Los Baños em Cuba, onde realizou seu primeiro curta autoral “Amanhecer de Repente” sobre a música repentista cubana. Desde 2004, passou a dedicar-se exclusivamente ao cinema, e transitou em várias funções: Produtora Executiva, Diretora de Produção, Coordenadora de Produção, Co-roteirista, Roteirista, Montadora e Diretora. Em 2009, dirigiu e produziu o documentário “ERVAS E SABERES DA FLORESTA”, Em 2010, aprovou por edital do extinto MinC o curta de ficção “PROMESSA EM AZUL E BRANCO”, inspirado no conto homônimo da escritora paraense Eneida de Moraes e lançado em 2013. Em 2015/16, produziu e dirigiu “GRITOS DA TERRA” um curta ficcional/experimental em parceria com germano-brasileira Geneviève Pressler, e o curta documentário “DEIXE EU LHE DIZER”. Em 2017 foi premiada pelo edital SEIVA de Produção Artística com o curta- foto-filme JOSEPHINA.
Em 2018/2019 roteirizou, produziu e dirigiu o curta ficção O HOMEM DO CENTRAL
HOTEL e o média ficção PRAIANO. Em 2018 foi premiada pelo edital de desenvolvimento de roteiro de longa ficção CÃO DA MADRUGADA. Ela assina o roteiro de Montagem do longa doc “Boi Pavulagem é Boi do Mundo” com Direção de Ursula Vidal e Homero Flávio. Atualmente desenvolve o roteiro para série documental de TV “SABERES DA FLORESTA” e “NÓS, AS ICAMIABAS” e trabalha na Direção de montagem do segundo corte do longa documentário “A PAJÉ” de Letícia Ottomani previsto para lançamento em abril de 2021. Desde 2009 é responsável pela fundação, Direção Geral e Curadoria do FESTIVAL DE CINEMA AMAZÔNIA DOC – Festival Pan-Amazônico de Cinema, que envolve os 9 países pan-amazônicos.